sábado, fevereiro 26, 2011

Discriminar? Tô fora!

    Uma coisa que me deixa muito triste hoje em dia é a discriminação. Discriminação racial, cultural, religiosa... Acredito que todos nós já sofremos algum tipo de discriminação, por mais banal que o fato seja. Fazendo um balanço geral, o preconceito que eu mais sofri foi religioso e com relação ao meu peso.
   Dos meus 11 aos meus 15 anos, eu passei de magrela a gordinha, acredito eu que seja por causa das famosas transformações adolescentes. Nesses quatro anos, meu pai foi o maior vilão (por incrível que pareça), querendo que eu emagrecesse a qualquer custo. Aos 13 inventei de parar de comer pra ver se eu emagrecia, mas depois eu comia o dobro (hahahaha). Aos 15 fui ao endocrinologista e emagreci mais de dez quilos, pra nunca mais voltar ao jeito que eu era! Acredito que se meu pai tivesse me incentivado ao invés de me condenar, teria ficado magra bem antes.
   Já o preconceito religioso é o que mais incomoda. Nasci católica, mas sempre tive uma afinidade muito grande com o espiritismo. Após passar por umas adversidades, me converti ha quase dois anos. De lá pra cá, nunca tinha notado que minha família seria tão contra assim. Minha tia ficou com raiva, minha avó disse que seria só uma fase que eu e minha mãe estávamos passando, meu pai achou ruim... Todos eles são muito católicos, e eu nem imaginava que pudesse haver preconceito entre cristãos. O mais engraçado é que minha outra avó, que é budista, nos apoiou muito. Já perguntaram até se nós fazíamos macumba.
   Poxa... Eu não discrimino nenhuma religião... Não concordo com todas, claro. Mas respeito. Acho que isso deveria ser conceito básico de todo ser humano: respeitar o outro. Seria o respeito o primeiro passo para a paz? Acredito que sim! É difícil respeitar coisas que repudiamos, mas com o tempo acabamos aceitando pessoas diferentes. Não precisamos concordar com elas, mas o fato de aceitar já é um grande passo! Pense nisso!

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Canção do Estudante

Minha paródia da famosa "Canção do Exílio"

Minha sala tem alunos,
Aonde vou estudar;
Os barulhos que aqui escuto,
Não incomodam como lá.

Nossa quadra tem mais buracos,
Nossa cantina mais arroz doce,
Nossas vozes mais pavores,
Nossa sala mais tremores.

Em colar, nas provas,
Mais facilidade encontramos,
Nossa sala não tem F,
Pois lá canta o CDF.
Nossa sala tem patricinhas,
Que tais encontro eu cá;
Em cismar nos trabalhos,
Mais prazer encontramos lá;
Nossa sala tem teatro,
Aonde cantam os atores.

Não permita Deus que zero tiremos,
Sem que antes possamos nos formar;
Sem que desfrutemos das partidas de truco,
Que não encontraremos no futuro;
Sem qu'inda aviste os diplomas,
Onde cantam notas boas.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Memórias!!! Eba!!

   Eu sei que é uma música brega do Amado Batista, mas "existem momentos na vida que lembramos até morrer". Eu não ouço Amado Batista, mas minha vizinha ouve. Nossa memória tem umas coisas engraçadas: lembramos de coisas muito nada a ver, do tipo "a cor do cadarço do meu tênis da Sandy". Normal? Eu acredito que sim.
   Mas isso não se restinge apenas a cenas. Memórias incluem cheiros, sons... Quando sinto cheiro de um creme Seda, por exmplo, lembro de uma fase da vida que eu sofri muito. Não é engraçado, porque eu usava aquele creme quando momentos difíceis aconteceram.
   Do mesmo jeito de que quando eu sinto cheiro de Pantene, de perfume eu lembro de coisas boas. Quando ouço uma música da dupla sertaneja Teodoro e Sampaio, lembro do meu avô. Quando ouço Holiday, do Green Day, me lembro da sétima série e por aí vai.
   Recordar é viver, então sempre tento dar bons cheiros e músicas a bons momentos!! Hehehehe!

A seguir, um trabalho de escola que eu fiz que foi muito bacana e que eu morro de rir toda vez que eu vejo:

Se não conseguirem ver, o link está aqui.



quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Apaixonar

Um poema bonitinho pra alegrar o dia:

Nunca sofro por amor,
Quer saber o meu segredo?
Nunca amei de verdade,
Por pura vaidade, puro medo.

Os fogos de artifício eu nunca vi,
Aquele amor avassalador então,
Nunca senti.

Todos choram por amor.
E, chorar por ele, tenho pavor!

Alguém irá me ensinar,
Um dia, a me apaixonar.
E, quando esse dia chegar,
Com certeza não irei chorar,
Pois de alegria irei gritar.
E meu coração irá de euforia se incendiar!

Tá que o poema não é um poço de profundidade, mas me deu vontade de fazer essas riminhas, então... É só.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Liberdade!

   Às vezes me dá uma vontade imensa de sair dessa grande metrópole e me mudar pra cidade aonde minha mãe morava. Dá desânimo de sair pra qualquer lado... Passagem cara, ônibus lotado, buzinas, ambulância, pivetes, poluição... Fatores que agravam minha saúde física e mental (não só a minha, mas a de todo mundo), que me dão ideia de largar tudo e viver tranquila numa cidade de interior.
   Só que, junto com essa imensa vontade, vem uma obrigação de viver aqui, mesmo com todos os problemas de cidade grande. Primeiro porque eu tenho acesso fácil pra faculdade. Segundo porque tenho imensas opções de lazer (mesmo BH sendo uma roça, tem cinema e teatro). Terceiro porque eu posso beijar quem eu quiser numa festa sem que eu vire o assunto da cidade inteira e, melhor, não precisar encontrar com o cara de novo.
   Sinceramente, não sei se quero realmente me mudar pro interior, mas as vezes a vontade cresce tanto que dá vontade de pular bem alto e cair lá, e andar na rua, tranquilamente.
   Como essa vontade não pode ser cumprida (ou não) agora, eu tenho minhas soluções básicas de sobreviver bem em uma grande metrópole, como andar a pé quando é possível, escolher cursos perto de casa, usar a internet pra conversar com os amigos... É, essa última medida é meio sem graça, mas com o tempo espero que o teletransporte seja criado, assim posso viver melhor na minha cidade.