quarta-feira, novembro 24, 2010

Atitudes e pensamentos tão complexos

   Eu sempre fui do tipo de pessoa que altera o tom de voz por qualquer motivo que seja. Eu sempre fui do tipo de pessoa que, por qualquer coisa, joga as coisas pro alto e pensa em desistir de tudo. Eu sempre fui do tipo de pessoa que acredita na ética. E, principalmente, eu sou do tipo de pessoa que não se arrepende de nada do que fez ou do que disse.
   Eu sempre me deparo com situações constrangedoras, tendo que ter jogo de cintura e, principalmente, paciência. E, como já havia esclarecido, não tenho nenhuma dessas duas proezas. Tenho um sério problema de me estressar facilmente e de remoer coisas que poderia dizer. Hoje, por exemplo, participei de um debate em sala de aula, contradizendo o que meu grupo falou.
   O chato é que eu só disse aquilo porque não soube lidar com minha capacidade de argumentar e com meu estresse. Acho que não só por aquilo, mas pela falta de ética dos outros alunos, que levaram as coisas pro lado pessoal. Que eu saiba, em um debate, desconsideram-se opiniões pessoais. Se eu sou a favor daquilo fora de um debate, problemas. O que conta são os argumentos que eu apresento dentro do assunto discutido.
   O bom é que, presenciando e participando desse debate, aprendi que devo formular melhor minhas ideias, tendo mais calma na hora de falar e de escutar. Desconsidero pessoas que queiram ou tentem me humilhar e considero as pessoas que realmente me questionam, de maneira limpa e racional. Digo isso porque tenho vontade de dizer, mas faltam-me oportunidades. E adoro fazer raivinha!!!! Muahahaha!!!

sexta-feira, novembro 19, 2010

Gringo? Me poupe.

   Estava em uma comunidade do Orkut e comentaram sobre o possível vexame do Brasil na copa e nas olimpíadas. Eu até concordo com isso, mas o que mais me preocupa é a mania que o brasileiro tem de puxar saco de gringo.
   Eu nunca vi coisa mais irritante que ver brasileiro se achando porque tirou foto com gringo, porque serviu um gringo no restaurante, porque flagrou um casal famoso de gringos fazendo caminhada no calçadão... A coisa é tão absurda que chega até a ser engraçada.
   Mas, se você for à França e falar inglês com eles, eles fingem que não lhe ouviram. Se você pedir informação a um francês ele provavelmente te passa a informação errada, principalmente se seu francês não for bom. Você é praticamente obrigado a falar em inglês nos EUA, enquanto eles conversam com os brasileiros aqui em inglês.
   Eu não acho que só porque o inglês é a língua universal, os brasileiros sejam obrigados a falar esse idioma aqui, sendo que lá nos EUA só possamos falar em inglês. É claro que tem alguns que tentam falar português (para eles eu tiro o chapéu), mas acharem que podem dar o famoso "jeitinho brasileiro" e acharem que aqui é deles é o que mais me incomoda.
   Não trato mal gringo, mas também não fico toda me achando quando um gringo me pede informação e eu respondo em inglês. Sim, tive que responder em inglês porque eu vi que a pessoa realmente precisava de uma resposta em inglês para não se perder. Não sou má, mas aos que vierem aqui, façam o favor de aprender o básico de português, já que a língua oficial do brasileiro é essa.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Um lugar perfeito chamado quintal...

   Muitos não o possuem mais. Devido aos prédios e todas as suas facilidades, morar em um apartamento é hoje preferência da maioria da população. Muitos crêem que esse tipo de moradia garante maior segurança e aconchego do que uma casa.
"Pra que casa? Um apartamento é bem mais prático e fácil."
   Em alguns casos, a afirmativa anterior é compatível aos dias atuais. Mas não estou aqui para analisar os prós e contras de se ter um apartamento. Estou aqui para mostrar que tem uma parte da casa que nem todo mundo tem. Na minha casa, por exemplo, eu não posso contar com uma coisa que existia em praticamente todas as casas brasileiras: o quintal.
   Uma árvore frutífera, terra levemente afofada, um balanço, matinho, hortinha...
    As crianças, após fazer seus deveres, brincam de subir na mangueira, de comidinha, de balanço, pega-pega, esconde-esconde...
   Na hora do almoço, a mamãe cuida da hortinha e apanha alguns chumaços de cebolinha e um pezinho de alface para colocar sob a mesa.
   A galinha que mora naquele pedacinho tão frequentado na casa cisca as minhoquinhas, grãozinhos, bichinhos para botar seus ovos.
   À tarde, sentam-se mãe, avó e sogra para tricotar e falar da vida alheia.
  "Como aquela fulana é sirigaita!! Eu a vi usando esmalte vermelho e a saia dela ia acima do joelho!!! Uma pouca vergonha!!!".
  O tempo passa e pequenos pingos de chuva caem sob a terrinha, deixando-a com cheiro de casa de vó.
  À tardinha chega, e mamãe pega um tomatinho pra colocar na sopa.
  Juntam-se pai, mãe, filhos, avós... Todos assentados nas cadeirinhas de madeira desbotada, contando causos, estórias, fofocas e olhando o céu.
  Admirando o céu!!!
  A hora de se deitar chega, e papai é o último a deixar o quintalzinho.
  Ah... Quintalzinho. Quisera eu que realmente existisse... Ou que voltasse a existir.