quinta-feira, dezembro 02, 2010

Calmaria... Seguida de estresse.

   Fim de ano é tudo igual: correria, estresse, datas festivas próximas... Tantas coisas que até esquecemos de nossa rotina perdida no decorrer do ano. Tudo vira motivo pra dar um "freak out" todos os dias e passamos a contar no calendário quantos dias faltam para as férias. Será que somos tão destemperados e mal nos damos conta disso? Ou será mais um pensamento complexo e sem nexo da minha cabeça?
   Já perceberam que, em todo Natal, dizemos que sonhamos com um mundo melhor e que temos compaixão com os que não tem o que comer?O problema é que mal notamos o quão nossa mesa está cheia de comida, muita fartura, e compramos aquela montanha de presentes caros. De que adianta refletir se não sabemos agir?
   E em todo reveillón então? A famosa "lista de desejos". Você escreve tudo o que quer deletar em você (principalmente comer menos e mentir menos) e o que quer ganhar (um novo amor ou mais tempo livre). No começo do ano, você realmente tenta atender aos seus pedidos, mas vai chegando a páscoa e você já larga aquela história de regime e faz hora extra pra agradar o chefe. Aliás, você só se lembra que o ano começou depois do carnaval. Antes disso, é só folia.
   Chegam as férias de julho e você já se sente um pouco fatigado e cansado, louco pra descansar os pezinhos na rede e tomar água de coco. E quem disse que você consegue? Pra começar, você não pagou suas contas, não organizou a papelada pra jogar fora, não reabasteceu sua dispensa e muito menos deu um check-up no seu carro. Ou seja: julho é o mês de resolver coisas pendentes.
   Semana de outubro: sua coluna já não é a mesma. Sua audição já não é a mesma. Seus cabelos já não são os mesmos. Você descansa só no dia 12 indo à praia, o que não é bem descansar... Aquele Sol de rachar, protetor solar exalando seu cheirinho (des)agradável e bolas de plástico caem no seu corpinho branquelo, interrompendo sua marca de biquíni. Se você ficasse em casa, com toda a certeza algum cano estouraria, ou  luz do seu prédio resolveria acabar.
   Eu acho que essa coisa se repete todos os anos. Descansamos demais e ficamos cheios de energia, mas... Quando essa energia acaba, o trabalho está longe de acabar. Chega de reflexões porque o tempo não vai me esperar pra terminar minhas resenhas.



E aí, pessoal? Vocês concordam comigo? Comentem!